sábado, 1 de novembro de 2014

Direitos dos TDAH

Sempre falo que o que me fascina no Direito (e na Física, Matemática, Biologia, Química, Filosofia hahaha!) é que ele está em todo lugar.

E nós que convivemos com o nosso TDAH de todo dia também somos detentores de direitos advindos dessa condição de saúde.

A Constituição garante o tratamento igual aos iguais e desigual para os desiguais, além da universalização da educação e da saúde.

Sendo assim, é garantido ao TDAH, bem como a todos aqueles que sofrem de transtornos psiquiátricos o direito à educação e saúde, dignidade na manutenção desses direitos e a vedação de qualquer discriminação por conta dessa condição de saúde.

Seu filho TDAH não pode ser discriminado ou ainda expulso ou vedado de estudar na escola de sua preferência por conta do TDAH.

Você pode prestar vestibular ou concursos como portador de deficiência, tendo mais tempo para fazer a prova ou ainda contando com a ajuda de um leitor, uma pessoa que lerá a prova para você resolvê-la. Isso é útil para os TDAHs que não conseguem se concentrar para manter a linha de raciocínio enquanto leem.

Na faculdade, você pode solicitar à coordenação de seu curso que preste provas em condições especiais, com mais tempo e com um leitor, se for necessário.

Mas isso não quer dizer que essas coisas acontecerão facilmente.

Muitos pais, muitos mesmo, encontram dificuldades em inscrever seus filhos em escolas que compreendam o problema ou que ainda saibam lidar com um aluno com TDAH. Faltam profissionais preparados para educar um aluno assim, e muitas escolas se declaram sem estrutura para receber alunos TDAH. Isso em si já é um absurdo, pois as instituições de ensino devem criar diretrizes de inclusão desses alunos, sejam elas particulares ou públicas.

Nem sempre a coordenadora da faculdade vai entender suas necessidades e para conseguir comprovar em concursos a existência do transtorno você terá que passar por algumas burocracias e ainda há concursos que não reconhecem ou dão essas opções.

Nesses casos, precisamos argumentar, apelar ao bom senso dos profissionais de educação e aos laudos médicos que possam consubstanciar esses pleitos de atendimento especial. No caso das crianças, dispomos do apoio do Conselho Tutelar, que age em favor da criança por força do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Fora o ECA e a Constituição Federal, não dispomos ainda de nenhuma legislação específica que garanta nossos direito, apenas projetos de lei e algumas leis estaduais. A meu ver, não haveria necessidade de tais leis, pois.a Constituição garante os direitos fundamentais à educação e à saúde, e pode vir a fundamentar desde pedidos de tratamento especial em instituições de ensino e concursos bem como como pleitos de fornecimento de medicamentos em caso de hipossuficiência financeira do TDAH.

Os medicamentos não são fornecidos pelo Poder Público. Dificilmente seu plano de saúde terá um plano de reembolso de medicamentos como Ritalina, Conserta ou fluoxetina. Logo, é comum que tenhamos que recorrer ao Judiciário para obter esses direitos.

No site da ABDA você encontra uma cartilha sobre os direitos do TDAH e é sempre bom buscar um advogado que possa te auxiliar nos fóruns da vida.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A síndrome da blogueira fashionista

Imagem: Ideias de Menina

Reparo que hoje em dia sinônimo de blogueira é it girl, fashionista, personal stylist, trend setter etc.

Pra ser menina e ser blogueira você precisa estar antenada com a moda, com os esmaltes da semana, com o make das artistas, com a cor do cabelo e o corte mais pedido nos salões.

Tudo o que gira em torno do mundo feminino faz parte do mundo da blogueira.

Mas será que só isso é assunto de meninas?

Imagem: Hysterocracya
Não estaremos nós, mulheres pensantes do século XXI, nos colocando novamente no papel limitado que ocupávamos antes de queimarmos sutiãs e tomarmos anticoncepcional feito balinha?

Esses dias fui ler o blog de uma menina que, supostamente, é uma garota extremamente inteligente e com opiniões incisivas e muito interessantes. Opiniões inclusive sobre aceitação feminina, sobre autoestima e sobre a maléfica indústria da moda e da imagem, que produz cada vez mais bulímicas e anoréxicas infelizes.

Um de seus posts falava muito bem sobre o assunto, porém todos os seguintes falavam sobre o make da moda, o esmalte da semana, as roupas mais fashion. É claro que me decepcionei. Não estaria essa garota inteligente limitando sua área de atuação e pensamento? Já não mostrou ser capaz de escrever sobre assuntos mais profundos? E pior: adaptou-se, então, à própria indústria que critica? Pois se escrever sobre outra coisa, o blog perde audiência e por conseguinte, anunciantes, né?

As blogueiras estão abrindo mão de sua essência e inteligência pra pagar as contas ou, ainda pior, pra serem aceitas nesse mundinho chamado blogosfera.

Quando já sabemos que o que se destaca nesse mundo e em todos os outros ou é o igual que faz melhor ou o DIFERENTE.

E eu não sei vocês, mas eu me atraio pelo desconhecido, ou seja, tudo o que é fora do comum.

Eu gosto de saber qual o make da moda, mas adoro saber das coisas que a gente faz de cara lavada e que nos enchem de prazer e alegria!

Gosto de saber qual tipo de calça está na moda, mas adoro meu jeans basiquinho, que sempre fica bem e me deixa confortável.

Claro que vou procurar saber sobre o novíssimo chá furta-cor, mas não abro mão do meu chazinho de camomila antes de dormir.

Adoro cores diferentes de esmalte, mas é o Renda© de todo dia que me salva quando to atrasada - e Deus sabe como vivo atrasada! AFF...

Revistas de moda são legais e eu as leio, depois de estudar e ler sobre  coisas que me interessam e são verdadeiramente úteis no cotidiano.

No fim das contas, escrever sobre quem a gente é e do que a gente verdadeiramente gosta é o que vale a pena.

"Seja você mesmo e pare de tentar ser todos os outros"
Imagem: Mrs. Nightshade


Trendy é ser você mesma.

domingo, 5 de outubro de 2014

TDAH votando

Um TDAH votando precisa levar uma cola mais do que os outros eleitores, mesmo ele tendo trabalhado como cabo eleitoral de seu candidato nas últimas 3 semanas.
Para votar o TDAH precisa começar a procurar seu título de eleitor com uma semana de antecedência, pra dar tempo de vasculhar todos os locais onde ele acha que o título está - e não está.
Um TDAH votando poderia facilmente protagonizar essa cena:



Avoadinhos, levem suas colas, dignidade e vergonha na cara! 

Vote consciente!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Fazendo a Kátia Cega



É, avoadinhos... Não está sendo fácil.

É bom eu deixar avisado: quando eu sumo assim, é mal sinal.

Os últimos meses foram um pouquinho complicados.

Eu achava que tava desanimada, muito cansada, trabalhando muito. Mas alguns cenários passaram a se repetir e fiquei preocupada.

Sempre fui muito sociável e festeira. Adorava encontrar com meus amigos pelo menos pra um almoço, um choppinho e uma conversinha boba. Ultimamente nada me tirava de casa! Nem sair pra comer me animava. Virei figurinha carimbada dos deliverys do bairro. Sério, tô até com vergonha, daqui a pouco to batizando o filho mais novo do entregador de pizza.

Estudar era apenas um desejo. Trabalhar, uma tortura.

Não dormia, não comia direito, engordei, minha saúde foi pro saco, fiquei gripada, lesionei a musculatura enquanto...escovava os dentes. Libido era uma piada.



Minha terapeuta finalmente percebeu que eu não estava amadurecendo e sim, entrando em depressão.

Pra piorar, o médico trocou a Ritalina 10 mg pelo Venvanse 50 mg, e a depressão piorou.


O médico trocou a quantidade da medicação anti-depressiva, mas não aguentei nem um dia! 

Aumentei a medicação em um dia super estressante no trabalho e tive taquicardia, formigamento no corpo, moleza, falta de ar e tontura. Não sabia se era o estresse ou o remédio.

A sensação que me deu era de que eu ia morrer. E juro pra vocês, não sou de frescura. Mas como minha fisioterapeuta diz: "Frescura não dói". E eu sentia meu peito e corpo doerem. Perdi alguns quilos nessa brincadeira. (Algo bom tinha que ter, né?! Hahaha!)

Desisti e vi que precisava sair dessa de qualquer maneira, mas sem medicamentos. Qualquer coisa era melhor do que me sentir assim.

Tenho me esforçado pra melhorar: voltei a cozinhar minha própria comida pra poder comer melhor, voltei a comer aos poucos. Primeiro fazia sopinhas de legumes e cremes (era o que eu conseguia comer, mais do que isso me deixava enjoada) e agora já faço carnes, saladas, legumes e cereais normalmente.

Estou voltando hoje pra academia e aos estudos. A ioga já retomei faz tempo.

Estou blogando de novo e minha caixa de e-mails está vazia.

Trouxe trabalho pra fazer em casa e os últimos trabalhos foram bem elogiados pelos meus chefes.

Aos poucos to voltando!

Então, não me aguardem mais, avoadinhos! VOLTEI!

Mas se eu sumir de novo, me gritem! Não é feio pedir ajuda. Feio é a gente se entregar pra tristeza.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Vencedor da enquete: Any.Do

Sempre enfatizo aqui a importância da estrutura externa para quem é TDAH.

O uso de lembretes, agendas, cadernos, blocos de anotações e aplicativos para gestão de tarefas são essenciais à organização diária de quem não faz isso naturalmente.

Na nossa última enquete perguntei aos leitores qual era o seu aplicativo gestor de tarefas favorito. O vencedor foi o Any.Do.





Já usei antes esse app, mas depois de conhecer o Evernote, meio que abandonei todos os outros pelos quais me aventurei e fiquei fiel. Pra relembrar, baixei o aplicativo novamente e ainda baixei a extensão pro meu Chrome.

A versão do site para desktop é bem interessante, pois permite que você crie subtarefas, coisa que eu não consegui fazer no aplicativo do celular. Você ainda pode criar tarefas a partir dos eventos do Google Calendar.

Na versão mobile temos mais dinamismo na hora de criar as tarefas e ainda podemos baixar o Cal, a agenda que sincroniza com o app e com a agenda do Google. O Cal facilita o acesso à tarefas necessárias durante uma reunião ou na conclusão de um evento, como enviar uma mensagem avisando que você vai atrasar (algo bem útil pra gente, porque né, vivemos atrasados!), acesso ao Google Maps ou ao gravador, caso você queira gravar o conteúdo de uma reunião ou seminário. Ele ainda te lembra dos aniversários do Facebook e de lá você pode ir direto pro aplicativo do Facebook pra dar os parabéns!

Você pode determinar uma hora pra planejar seu dia, permitindo que você conclua ou postergue tarefas.



Mãs...o Cal não deixa você criar um sistema de cores. Eu gosto muito de separar meus eventos e compromissos por cores, porque eu bato o olho e já associo um compromisso com algum aspecto (casa, saúde, pessoal, trabalho, etc) da vida.

E por fim, o motivo pelo qual eu não usava esse aplicativo e do qual me lembrei só depois que baixei de novo: o Any.Do é muito interativo e com um visual muito bacana! Por isso, ele é bastante pesado e toma bastante RAM do seu celular. Travou inúmeras vezes, o que me deixou impaciente! Aí eu fiz o que? Larguei o telefone de lado e depois esqueci de incluir a tarefa e ela foi para o limbo do meu cérebro. Aquela tarefa nunca mais foi vista. u.u

Então, a conclusão é essa: Any.Do é muito legal, muito bom! Mas precisa ter um pouquinho de paciência quando ele trava.

sábado, 28 de junho de 2014

Panela de pressão

É engraçado como a pressão pode ter efeitos diferentes sobre a gente.

No trabalho, me sinto mais produtiva quando tenho prazos, porque sou obrigada a fazer mais e melhor em menos tempo. Logo, preciso estar concentrada e eu fico! Geralmente eu hiperfoco e só reparo isso quando vem alguém me perguntar: "Por que você tá tão quietinha hoje?" :)

As pessoas não sabem como fico orgulhosa de mim mesma quando me perguntam isso.

Nos estudos, a coisa funciona mais ou menos do mesmo jeito. Quando comecei a fazer meu último TCC, adiei o quanto deu! Até que não deu mais pra renovar o prazo de entrega e eu coloquei um quente em mim mesma e a criança nasceu! O resultado: uma bela nota dez!

Eu digo que sou lesa mas por sorte sou inteligente.

Agora, na hora de ser dona de casa, a coisa muda de figura. Essa semana eu ia receber uns amigos pra ver o jogo, mas não tive tempo de limpar no dia anterior. Então comecei uma micro faxina duas horas antes de todo mundo chegar.

Resultado: dois quadros e um ventilador quebrados.

Mas a casa ficou limpa. :/

Agora estou cotando quadros e meu porteiro vem amanhã religar a luz do ventilador.


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Como organizar suas leituras (apesar do TDAH) - parte IV

Crie um ritual

Todas essas coisas que falam sobre a preparação da leitura são mesmo importantes.

Tudo o que você quiser fazer para tornar essa uma experiência gostosa, faça!

Um bom café ou uma bela xícara de chá - nesses dias frios, uma bebida quente é a melhor coisa - um pratinho de frutas do lado, uma poltrona, sofá, futon, rede, desde que confortáveis ou até mesmo a sua cama são lugares bons pra abrir um livro. Só cuidado pra não dormir! A não ser que essa seja mesmo o seu objetivo: RELAXAR.

Enfim, tudo o que você associa a coisas boas se torna algo mais significativo, prazeroso e fácil de fazer!

Como pessoas normais leem livros
Como eu leio livros



terça-feira, 24 de junho de 2014

Como organizar suas leituras (apesar do TDAH) - parte III

Defina metas

TDAHs precisam de metas e prazos. Ou melhor, de disciplina.

Até pra ler, Avoada? Aham, até pra ler.

Antes de dormir leio até um capítulo, a não ser que o sono esteja muito inevitável! E quem sofre de insônia, não pode perder a chance que representa um bocejo! Abri a boca, eu fecho o livro!

No trânsito, leio o quanto posso. Chegou o ponto, fecho o livro e retomo quando pegar o ônibus/metrô/trem de novo.

Quanto ao estudo de Direito, a coisa é mais séria e segue o cronograma de estudos. Tento me ater ao máximo a ele. Se hoje vou estudar Sucessões, vou ler toda a parte de Sucessões no dia de hoje, nem que isso represente mais de um capítulo, o que não é incomum.

Tento me manter concentrada por no mínimo 20 minutos, nos dias ruins, e por até 50 nos dias bons, em que a mente está afiada e me obedecendo. Aí paro a cada 20/50 minutos de estudo pra beber uma água, fazer xixi, comer um gummy bear. :P

Outro ponto importante: marcadores!

São divertidos e bonitinhos e eu defino um lado dele pra determinar em qual folha parei. Procuro parar a leitura no topo das páginas pra não me perder.

Se você quiser, pode fazer seus próprios marcadores e deixar essa criatividade viajar! Ó o gif aí embaixo!









Esse é perfeito! Eu nem precisaria ler a página inteira. Bastaria posicionar o dedinho onde parei!
Aqui embaixo tem os links onde encontrei essas imagens e tem tutoriais de como fazer seu próprio marcador. Vale a pena dar uma olhada!

http://mylifeoutsideofseries.blogspot.com.br/2013/03/marcadores-de-livros-criativo.html
http://viciadas-em-livros.blogspot.com.br/2013/03/inspiracao-marcadores-de-pagina.html
http://geracaoleiturapontocom.blogspot.com.br/2013/05/oi-gente-se-voces-assim-como-gente.html

domingo, 22 de junho de 2014

Como organizar suas leituras (apesar do TDAH) - parte II

Métodos

Eu tenho TDAH. Então, eu não tenho método pra leitura! Aliás, se você entrou nesse blog buscando métodos, vai acabar se frustrando!

Quando você é TDAH, a primeira coisa que precisamos aceitar é a tentativa. Estamos sempre tentando nos melhorar e nem sempre temos sucesso. Não estou dizendo pra você aceitar a falha e abraçá-la como sua melhor amiga, mas conviva de forma natural com o fato de que nem sempre você vai acertar.

No que concerne minhas leituras, eu tenho algumas manias/ tentativas de organização (que nem sempre são eficientes):

Defina ambientes

Eu não consigo ler um livro de cada vez! Tem muitos assuntos que me interessam, e ao mesmo tempo, e eu não sinto nenhuma culpa por isso!

Então, eu defino ambientes e períodos do dia pras minhas leituras.

Na escrivaninha sempre mantenho um livro de Direito pra ler, porque é lá que eu estudo. Meus livros de pesquisa ficam ali também, então, mantenho ali os livros de consulta, dependendo do tema que estou pesquisando. Podem ser até uns cinco livros, mas sempre tem um principal, que funciona como um guia. Quem estuda Direito sabe que sempre tem a corrente majoritária, então eu leio um doutrinador majoritário e vou permemando a leitura com outros doutrinadores com opiniões divergentes, pra ir formando minha opinião e linha de pesquisa.

Eu tenho dois períodos de estudo por dia: manhã (8h às 10h) e noite (21h às 23h). Nem sempre consigo estudar os dois períodos, ou pelo período completo, mas é nessa hora que leio sobre Direito.

Na bolsa sempre mantenho um pocket book pros trajetos pendulares. Se estou no trânsito, organizo minha agenda e tarefas no celular e depois me distraio com um livro. Gosto de ler livros sobre TDAH nesse período. Eles despertam meu raciocínio. Nesse momento também leio muitos e-books.

Eu PRECISO de livros de cabeceira! Ler também me relaxa pra dormir. Então, sempre mantenho um  livro bem leve, gostoso de ler do lado da cama. Pode ser poesia ou literatura, em qualquer idioma que eu consiga ler. Não pode ser um livro que me desperte ou desafie. Não sou muito boa em espanhol, por exemplo, então não leio livros desse idioma nessa hora e nem livros sobre psicologia, porque é um assunto que me deixa ligadíssima!

Estava lendo o blog da Thais Godinho e ela postou ontem sobre ler também, super coincidência! Dá uma passadinha no http://vidaorganizada.com e dê uma lida, vale a pena!

Imagem: birdsonawire.blog.com

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Como organizar suas leituras (apesar do TDAH) - parte I


Esse post foi um pedido especial da +Thaíssa Falbo , que disse precisar de ajuda com suas leituras.

A principal característica do Transtorno de Déficit de Atenção seja talvez a instabilidade dos níveis de atenção e concentração.

Dependendo do assunto tratado em um livro, o TDAH pode muito bem passar horas agarrado na brochura como abandoná-lo nos primeiros parágrafos (ou linhas!).

Eu sou uma leitora voraz e me guio muito pelo que estou sentindo pra começar minhas leituras. Às vezes quero praticar o inglês ou o francês e retomo minhas leituras nesses idiomas. Em outras, quero uma história que me prenda, fascinada! E sempre permeio essas leituras com livros técnicos sobre Direito e Psicologia; um porque é minha área de formação, o outro porque estou sempre lendo sobre TDAH e comorbidades.

Aí você me pergunta: como você consegue conciliar todas essas leituras? Então... não consigo! HAHAHA!

Não raro, me perco no que estou lendo e abandono um livro pra começar outro, porque enjoei, porque quero ler outra coisa, porque esse ta muito difícil, porque esse é muito fácil e por aí vai! Rsrsrs

Então, é preciso ter alguma organização pra não me perder nas leituras.



Foto: http://yumenosekaimm.blogspot.com.br/2013/09/skoob-tag.html
A primeira ferramenta que eu uso pra organizar os livros é o skoob, um site em que você registra a sua biblioteca e tenta organizar. Defini ali minha meta de leitura pra esse ano (que é alterada o tempo todo, porque sempre acabo comprando livros novos pra ler e incluo lá), além dos que eu quero ler, já li, vou reler etc. Se você quer organizar suas leituras, recomendo fazer seu cadastro no site e começar já!

Eu gostei também muito das dicas da Fernanda no Segredos em Livros. Ela faz muita coisa que eu faço, mas vou ser mais detalhada quanto às minhas rotinas de leitura nos próximos posts! :)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

TDAH é um presente divino

video

Para os que acreditam que por serem TDAH são mais criativos, corajosos ou expressivos do que outras pessoas e que isso é super positivo, fica a fala do Dr. Barkley, que avisa que os aspectos positivos de sua personalidade independem do transtorno, e em como é difícil obter reconhecimento do estado e da sociedade dos aspectos negativos dessa doença quando temos pessoas bradando que são especiais por causa do TDAH.

Se você tem TDAH e é especial, você é especial por que é, e não por causa do transtorno! #ficadica

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Harry Potter tem dispraxia

Tava lendo uma notícia sobre o Daniel Radcliff, o garoto que interpretou Harry Potter no cinema, que me chamou muito a atenção. Um biógrafo lançou uma biografia não-autorizada do ator e relata o que poderia ser a causa do recente alcoolismo do rapaz.


Fonte: Veja


"Ele viveu episódios em que não conseguia fazer nada, nem amarrar o cadarço do sapato”, diz Jernigan em entrevista ao site Radar Online. O escritor também conta que as gravações de Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001) foram interrompidas diversas vezes por causa da doença.
“Daniel sentia que o distúrbio o deixava para trás. Ele não se via como um garoto normal”, diz o biógrafo. “Daniel começou a tomar alguns drinques na casa dos pais. E quando foi morar sozinho, aos 17, se tornou totalmente dependente do álcool. Ele tentava esconder seus problemas com a bebida.”
Aí você me pergunta: que distúrbio será esse que tanto atrapalhou a vida desse cara?
O distúrbio do Harry Potter poderia ser atribuído a muitos TDAHs, que são famosos por serem tão desjaeitados e desastrados.

Estamos falando de dispraxia.

Dispraxia, segundo a Wikipédia, é uma disfuncão motora neurológica que impede o cérebro de desempenhar os movimentos corretamente. É a chamada "síndrome do desastrado".

O que é?


A dispraxia é um distúrbio no desenvolvimento que se manifesta com uma dificuldade no movimento do corpo, em relação ao espaço e ao tempo. A dispraxia, também conhecida como "Síndrome da criança desastrada", tem a ver com uma dificuldade ou incapacidade para realizar movimentos que pedem certa coordenação, por exemplo amarrar o cadarço, usar talheres, escrever, etc. Se ela for tratada adequadamente tem um bom prognóstico, no entanto não é reversível porque se trata de um amadurecimento inadequado dessa área, mas a criança pode ter um rendimento adequado e uma boa adaptação.

Como detectar?

Geralmente os dispráxicos apresentam os sintomas abaixo:

  1. Aprendizagem tardia. As crianças dispráxicas aprendem mais tarde do que as outras determinadas ações como falar, sentar, ir ao banheiro, engatinhar. (eu mesma só aprendi a falar depois dos 9 meses, bem mais tarde que as crianças da minha vizinhança. Meu pai, que já andava fulo da vida com um vizinho que dizia que eu seria muda, começou a me doutrinar a dar uma resposta à altura pro velho. O tiro saiu pela culatra quando mandei a diretora da escola "tomar no c*")
  2. Dificuldades na realização de movimentos. À medida que a criança cresce, ficam mais evidentes os sinais do síndrome da criança desajeitada, por isso aparecem dificuldades na realização de movimentos sutis como amarrar os cadarços, usar os talheres, escrever, entre outros. (quando criança, quebrava pelo menos um copo/prato lavando a louça e meu irmão tinha dificuldades na fala e escrita)
  3. Falta de equilíbrio e coordenação. Não têm noção das dimensões espaciais, é por isso que fazem movimentos desajeitados e sem cuidado.
  4. Dificuldades de aprendizagem. Inadequada coordenação nos movimentos com o uso de tesoura, lápis e desenho. Também aparecem problemas na fala.
  5. Problemas de concentração. As crianças dispráxicas costumam ter grandes dificuldades para se concentrar em uma única tarefa, com tendência a se distrair com facilidade.
  6. Inquietude. Estas crianças costumam estar em constante movimento, com dificuldades para ficar quietas.
  7. Habilidades sociais. As crianças com dispraxia têm grandes dificuldades para fazer amizade. São crianças que se aborrecem facilmente.
  8. Memória a curto prazo e organização. Têm dificuldades em lembrar das instruções e recomendações recebidas recentemente. Também apresentam má organização na hora de realizar tarefas.

Conselhos:

  • É importante ir a um psicomotricista para a reeducação, pois a dispraxia permanece ao longo da vida. Quanto mais cedo começar com o tratamento, melhor prognóstico.
  • A manifestação dos sintomas depende da idade e das características da criança.

Continuar lendo: http://saude.umcomo.com.br/articulo/como-detectar-a-dispraxia-4805.html#ixzz34AWPpLoF


Eu não sou desajeitado. É só que o chão me odeia, as mesas e cadeiras são bullies e as paredes entram no caminho

 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

40 sinais de que a sua memória é horrível (com comentários)

Vi esse texto rolando no twitter e me peguei lendo e respondendo aos itens. Então, pensei: isso fica legal no DDA! rsrs
Então, aí vai: 40 sinais de que seu cérebro é uma tigela de gelatina com comentários da Avoada. ;)



1. Você não consegue decorar um número de telefone que acabaram de te passar. (Sério, alguém consegue? Não acho nem normal alguém conseguir fazer isso)

2. Você demora mais de três meses pra decorar o número novo do próprio celular. (OK, aqui o cara exagerou. Em dez dias dá pra decorar)

3. Às vezes você esquece quantos anos tem. (Às vezes? Hahahahaha!)

4. É 26 que eu tenho? Ou 27? Peraí, eu nasci em 85… Então eu já tenho 30? Não, não, 29. Digo, 28 porque eu ainda não fiz aniversário.

5. Você é apresentado a uma pessoa e esquece o nome dela imediatamente.(Nem sempre, mas confesso que faço uso de muitos apelidinhos do tipo "querida" e "fofo". E eu odeio ter que fazer isso! Geralmente tento fazer alguma associação, mas nem sempre funciona) 

6. Você lava a cabeça duas vezes no mesmo banho. Não porque segue as instruções da embalagem à risca, mas porque não consegue lembrar se já tinha lavado a cabeça e lava de novo pra garantir. (Esse cara lê meu blog...)

7. Quem te conhece bem sempre diz estas quatro palavras: “Não vai esquecer, hein?” E quem não conhece ouve as clássicas "Ih, esqueci!"

8. Às vezes você esquece a ordem dos próprios sobrenomes. (Só tenho um. Deus é bom e me deu uma família mononômica)

9. Às vezes você esquece o número da própria casa. (E confundo com os números de endereços onde já vivi também)

10. Você não lembra muitos detalhes dos dias mais importantes da sua vida. (E não foi por causa do álcool)

11. Você tem no máximo cinco memórias da infância. (Biscoitos, cachoeira, praia, hummm. Se eu lembrar de algo mais, eu volto)

12. Seu amigo antigo com memória boa lembra de coisas da sua vida de que você mesmo não se lembra. E, se ele não tivesse te contado, você teria morrido sem lembrar. (Sensação horrível essa...Você pode ter sido abusado e não lembra!)

13. Quando você vai dizer algo pra uma pessoa, esquece o que era e não consegue prestar atenção no que ela tá falando porque fica tentando lembrar. (E depois ela pergunta algo e você responde com um "É mesmo" e a pessoa acha que vc é doida)

14. Você conta a mesma história duas ou mais vezes pras mesmas pessoas. (Pra minha mãe, minha terapeuta, meus irmãos, colegas de trabalho, minha mãe...)

15. Suas histórias começam com “acho que eu já contei essa história…”

16. Você esquece de dar os parabéns ao aniversariante na festa dele. (hahaha! essa eu nunca aprontei. E vcs?)

17. Você ignora as orientações dos especialistas em segurança e usa a mesma senha pra tudo. (Ou é isso ou anotar todas no mesmo lugar! O que é pior?)

18. A sua senha de seis dígitos no banco consiste nos quatro primeiros dígitos da sua senha de quatro dígitos no banco. Dã!

19. Você vai ao trabalho de carro e volta de ônibus.(Possível de acontecer)

20. Você abre uma aba no navegador e esquece qual site ia visitar.(Originalmente, eu entrei aqui pra ver meus e-mails)

21. Você abre o Facebook pra fazer algo específico lá, começa a ver o feed de notícias e esquece o que era.(de novo, e-mails)

22. Você passa um cafezinho, vai fazer outra coisa e pensa, dez minutos depois: “Que sono, vou fazer um café.”(e de repente tem um bem na minha frente, mágica! Mas tá frio. Droga)

23. Você coloca água pra ferver, esquece e ela evapora. Aí você coloca de novo, ESQUECE DE NOVO E ELA EVAPORA DE NOVO. (Definitivamente, essa pessoa me lê)

24. Em aulas de qualquer coisa —dança, adestramento de cachorro— você fica com medo de o instrutor achar que você é burro.(O rosto deles me diz tudo)

25. Quando perguntam se você fez uma coisa que tinha que fazer, sua resposta costuma começar com “puuutz…”(Nos dias mais tranquilos....)

26. “Você mandou o e-mail lá?” “Puuutz…”

27. “Você levou o lixo?” “Puuutz…”


28. “Você falou com o seu pai?” “Puuutz…”

29. Você usa o GPS pra percorrer um trajeto que já fez 30 vezes.

30. Você não consegue conceber como as pessoas se locomoviam antes do GPS.(Essa era minha resposta pro tópico anterior!!!)

31. Você esquece o que ia falar, consegue lembrar e… esquece de novo, claro.(As pessoas ficam me interrompendo! Quando elas vão entender que em um diálogo comigo não há diálogo?! Eu que falo!

32. Você é a pior pessoa pra passar um recado a alguém.(Já perdi empregos por isso...)

33. Você se surpreende com alguma coisa que vê em casa e pensa: “QUEM FOI QUE FEZ ISSO?” Foi você.(Hahahaha, direto!)

34. Você nunca lembra de sacar dinheiro.(Lembro sim! Na hora de pagar a conta naquele bar que não aceita cartão, eu lembro.)

35. Você era muito ruim no Genius.(Eu não lembro o que é Genius)

36. Você vai ao mercado, te pedem pra trazer alguma coisa e… Bom, adivinha o que acontece.(Eu peço por whatsapp que alguém traga porque eu fiz o rancho do mês já, poxa! E daí que não precisava e só queriam leite?! Eu fiz o maior esforço.)

37. Quando te pedem pra trazer mais do que duas coisas, você interrompe a pessoa e diz: “Não, não, não, peraí, anota aí que eu não vou lembrar.”(Não ando sem bloquinhos de anotação e vivo com as mãos cheias de informação. Ás vezes eu as perco no suor da mão...)

38. Acham que você fuma maconha, mas você não fuma.(Desde os 9 anos me chamam de drogada ou dizem que esqueci o "gardenal")

39. Você sempre marca alguma coisa pro mesmo horário de uma coisa que você já tinha marcado.(Eu uso todo tipo de agenda possível e imaginável agora. Mas se não usasse, sim, eu faria isso.)

40. Você sempre esquece de começar a usar alguma coisa, tipo Google Agenda, pra parar de esquecer as coisas.(Eu até começo, mas abandono de vez em quando, então, é como se nem tivesse começado)

domingo, 8 de junho de 2014

TDAH e drogas


Tirei um pedacinho da matéria pra vocês verem a relação que pode existir entre o TDAH e o abuso de substâncias entorpecentes, especialmente a cocaína.

Contudo, um ponto bastante destacado pelo médico é a presença de fatores paralelos, que possam levar ao consumo de drogas. O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), segundo o profissional, é uma das causas mais comuns que podem levar ao uso de drogas. "Uma criança que tenha um TDAH não diagnosticado pode gerar um adolescente que busque nas drogas muitas respostas que não encontrou na sociedade. O maior problema nisso é que os próprios profissionais sentem muita dificuldade para diagnosticar o TDAH. A escola, assim, poderia ser um aliado nessa luta, identificando crianças agitadas demais ou muito quietas, por exemplo", apontou Fábio Barbirato.
Na opinião do especialista, o papel do profissional, no diagnóstico mais preciso do TDAH, aliado à intensa observação do professor em sala de aula e, principalmente, ao apoio da família são fundamentais para a detecção de alterações que possam levar ao uso de drogas. "Sobre o consumo de drogas, a culpa não é nossa, mas o problema é nosso sim", conclui."

Pra quem não sabe, o metilfenidato (Ritalina) é da mesma família química da cocaína. É um estimulante mental e que deve ser utilizado sob orientação médica para se obter o melhor desempenho da medicação, sem que o paciente abuse dela.

E aí, você se pergunta: corro o risco de criar dependência à medicação?

Pra você não ficar sem resposta, tem esse vídeozinho bem rapidinho pra você assistir:

quarta-feira, 4 de junho de 2014

TDAH e meditação






Um novo estudo da Brown University descobriu que uma forma de meditação para atenção conhecida como MBSR pode agir como  um "botão de volume" para atenção, alterando o padrão de ondas cerebrais. 




Lumosity






O que é MBSR?





Originalmente desenvolvida por um professor da Escola Médica da Universidade de Massachusetts, a meditação de atenção para redução de estresse (mindfulness based stress reduction - MBSR) é baseada em técnicas de autoconhecimento e atenção que foram praticadas de uma forma ou de outra nos últimos dois milênios. O programa de oito semanas de MBSR ainda segue alguns dos princípios da prática original budista, treinando os praticantes a concentrar-se em "pontos de luz de atenção" em diferentes partes do corpo. Eventualmente, espera-se que os praticantes tragam esta experiência para o desenvolvimento da atenção aos seus estados mentais.

Nos últimos 20 anos, MBSR e uma prática similar chamada MBCT foram incluídas em vários planos de saúde de países mais desenvolvidos. Alguns estudos mostraram que estas práticas podem reduzir o estresse em indivíduos com dores crônicas e diminuir o risco de recaídas em depressão.

Nesse estudo, os pesquisadores da Brown University queriam investigar se a MBSR poderia ter uma aplicação mais ampla do que apenas o reino clínico. Poderia a MBSR impactar as ondas alfa do cérebro a ponto de ajudar a filtrar e organizar recepções sensoriais, melhorando o controle da atenção?





Desenho do estudo





Os pesquisadores dividiram os doze adultos participantes em dois grupos: um praticando MBSR e outro não. Depois de 8 semanas, uma magnéticoencelafalografia scaneava o cérebro dos pesquisados enquanto recebiam toques nos pés e nas mãos.

Como resultado, as ondas cerebrais alfa do grupo que se submeteu à MBSR apresentaram mudanças maiores e mais rápidas em relação ao outro grupo, demonstrando que o primeiro gruop era mais capaz de rapidamente concentrar-se em partes relevantes do corpo.





Como as ondas alfa afetam a cognição





Os ritmos alfa ajudam a filtrar as recepções sensoriais no cérebro. Sem a filtragem apropriada, a habilidade de realizar muitas das operações cognitivas mais básicas pode ficar prejudicada.

Imagine a simples tarefa de tirar seu carro da garagem. Para atingir a rua de maneira segura, você deve ter em mente qual seu destino para que direcione o carro corretamente e deve ignorar distrações de todo tipo: notícias no rádio, crianças brincando no fim do quarteirão, uma coceira no seu pé, o brilho do sol nos seus olhos. A maioria das pessoas filtram essas distrações inconscientemente - mas se estímulos irrelevantes te distraem, dar a ré no carro pode se tornar uma provação.

Esse estudo da Universidade Brown está em consonância com outras pesquisas sobre meditação, confirmando descobertas anteriores que ligam performance de atenção melhorada em testes visuais e meditação. Embora seja ainda muito cedo para declarar meditação uma cura - desde para dores crônicas como para controle da atenção, será fascinante ver o que o futuro reserva sobre o impacto sobre o cérebro causado por essa tradição milenar.

Livremente traduzido de: www.lumosity.com

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Calendário de post-its

Quando eu era pequena, tinha um primo mais velho que estava tentando insistentemente passar no vestibular, sem sucesso.

O quarto dele era repleto de cartazes, com fórmulas matemáticas e químicas, tudo feito com uma letra bem bonita e com muito esmero.

E eu achava aquilo tudo tão desnecessário, afinal, ele tinha sido um bom aluno até então e não tinha precisado de nada disso! Por quê agora fazer aquela papagaiada toda?

Eu mesma nunca fui adepta desses recursos e hoje vejo o quanto eu poderia ter me beneficiado deles.

TDAHs precisam de estímulo visual, especialmente na hora de se organizar e do aprendizado.

Marca-textos, canetas coloridas, post-its e todos esses artigos de papelaria viraram, enfim, meus melhores amigos.

Eu mesma engatilho muita coisa na minha cabeça através da memória fotográfica. Tem outras pessoas que são mais auditivas, enquanto eu consigo fechar os olhos e lembrar do número da página, do seu cheiro, cor e textura de um livro - embora muitas vezes fosse mais útil lembrar do contéudo. :P

Além dos estudos, no que mais me atrapalho é na organização diária, de compromissos e cumprimento de prazos. Muitas pessoas criam quadros, usando giz ou pilot, mas eu gosto muito de cor!


O ideal pra mim seria mais ou menos isso aqui!

Mas essa é a dura realidade...
 Embora o calendário seja bem mais humilde, ele tem me ajudado muito!

Antes de sair de casa sempre passo o olho e vejo quais são as obrigações do dia. Cada cor representa uma parte da minha vida. O rosa reservei pra coisas mais íntimas, como eventos de família, consultas médicas e lembretes pessoais. O amarelo fica pras coisas de casa e pros estudos. O laranja são os compromissos do trabalho. E assim eu já fico sabendo se vai ser um dia cheio em casa, no trabalho ou em meio aos livros.

Mas só as coisas mais extraordinárias ficam no calendário. As rotineiras ficam na agenda - de papel e eletrônica - e no gestor de tarefas.

Assim eu me certifico de não perder nenhum compromisso importante porque comecei o dia no automático.

E você, tem algum método visual de organização?

P.S.: Ah! Meu primo finalmente passou no vestibular. Hoje ele é médico. ^^

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Senta, que lá vem história...

Se tem uma coisa legal aqui é que sempre houve muita identificação e interação, e foi por isso que uma das leitoras decidiu ajudar! Ela criou um modelo novo pro DDA e deu muitas sugestões que nós adotamos por aqui, pro blog ficar mais intuitivo, bonito e divertido pra você que nos lê.

Ela também deu muitas ideias novas! Uma dessas idéias é abrir uma seção de histórias dos leitores.

Eu sei que vocês se identificam muito com os meus dramas e trapalhadas e seria muito bom se vocês pudessem ter mais abertura pra interagir do que apenas nos comentários!

Sem falar que nem sempre temos acesso a um grupo de ajuda, que às vezes é benéfico pra discutirmos nossos problemas e limitações. Muitos de nossos leitores são psicólogos ou estudantes de psicologia, que poderiam nos ajudar a mediar nossos "debates". Como somos poucos, coisa de 60 seguidores do blog, não seria uma tarefa muito árdua e seria mais intimista que expor nossos pensamentos em um mega grupo de Facebook. Quem sabe um dia não fazemos um hangout? #maquinandoideias

Por isso, está aberta a temporada de histórias! Elas ficarão alocadas ali no menu Baú do Leitor.

E fiquem tranqüilos, pois, se desejarem, as histórias ficarão absolutamente anônimas. Basta informar isso na sua mensagem!

Envie então seu desabafo, anedota, história ou relato para diariodeumaavoada@gmail.com.

Vou estar aqui de coração aberto pra te ler. ;)

E mandem seu carinho e gratidão pra Hananda, essa fofa que virou madrinha do DDA! Obrigada, Hananda! <3<3<3<3<3<3<3<3<3<3

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Como a leitura ativa suas células cerebrais





Qual o valor de uma aula de Literatura para você — você conseguiria ler a seu próprio tempo e ao mesmo tempo experimentar os benefícios dessa leitura? Em uma recente colaboração interdisciplinar entre neurobiólogos de Stanford e a professora assistente de inglês Natalie Phillips, os pesquisadores usaram um clássico de Jane Austen (amooo de paixão essa mulher) Mansfield Park para investigar como a leitura crítica ensinada na maioria das salas de aula pode alterar os padrões de ativação cerebral.
Leitura crítica x Leitura casual
Professora há muitos anos, Phillips sempre se interessou em como a leitura podia alterar como as pessoas veem o mundo. Aparentemente, a leitura crítica ensinada na escola parecia aumentar a atenção quando comparada à leitura casual.

Para testar essa teoria, a professora e os pesquisadores de Stanford usaram uma máquina fMRI para escanear o cérebro de 18 participantes enquanto eles liam um capítulo do livro de Mansfield Park.

Primeiro, era pedido aos participantes que lessem casualmente, por diversão. Depois, era solicitado que lessem escrutinadamente. Para se assegurar de que a troca entre os tipos de leitura era devidamente feita, os participantes eram todos PhD em busca de um certificado em Literratura. 

Os pesquisadores observaram que a troca causava também uma troca no padrão de atividade cerebral e que o fluxo sanguíneo no cérebro aumentou, especialmente no córtex pré-frontal.
Funções executivas e o cérebro
O córtex pré-frontal desempenha um papel importante nas funções executivas, que se referem a processos cognitivos que gerenciam como você divide dua atenção e coordena atividades complexas. Philips e sua equipe afirmam que as funções executivas podem ajudam a explicar as mudanças observadas nos cérebrod dos participantes da pesquisa.

Esse campo da neurociência é novo, a a professora espera que esses resultados preliminares levem a pesquisas futuras em como a literatura pode moldar e mudar a cognição. Embora seja ainda muito cedo para entender exatamente o futuro dessas pesquisas, a professora sugere que a leitura crítica pode ser um dia uma importante ferramenta para "ensinar as pessoas como modular sua concentração."

Artigo livremente traduzido de Lumosity .

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